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O Programa Políticas da Cor na Educação
Brasileira (PPCOR) foi criado em 2001 pelo Laboratório de Políticas
Públicas (LPP) e tem se fortalecido como uma referência nacional na luta pela
promoção das políticas de ação afirmativa no campo educacional brasileiro. Sua
primeira iniciativa foi o Concurso Cor no Ensino Superior, resultado da
parceria com a Fundação Ford, que permitiu o apoio e acompanhamento de 27
projetos destinados a promover e ampliar as possibilidades de acesso e
permanência de estudantes negros/as no ensino universitário. O PPCOR é hoje o
maior programa de ações afirmativas desenvolvido nas universidades brasileiras.
O Concurso Cor no Ensino Superior definiu a
atuação do PPCOR durante sua primeira etapa de funcionamento (entre 2001 e
2004). Configurado como uma rede de iniciativas destinadas à ampliação das
oportunidades de acesso e/ou permanência de afro-brasileiros no ensino
superior, o Programa tem se concentrado na avaliação, monitoramento, divulgação
e documentação de uma pluralidade de projetos pioneiros no desenvolvimento de
ações afirmativas no campo universitário. Durante seus três primeiros anos, o
PPCOR assumiu um destacado papel no cada vez mais intenso debate sobre os
processos de democratização do ensino superior. As diversas leis de cotas e
reserva de vagas por critérios raciais e sociais, além de ter sido a
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) a primeira instituição a
implementa-las, colocou o Programa no centro da polêmica púbica e permitiu, não
apenas uma grande divulgação de suas ações, senão também um destacado
reconhecimento da riqueza e pluralidade de estratégias desenvolvidas pela rede
de projetos que o constituem. Em 2003, a UERJ, recebeu o Prêmio Nacional de
Diretos Humanos instituído pela Presidência da República (Secretaria dos
Direitos Humanos). A premiação foi um reconhecimento ao trabalho da nossa
universidade no desenvolvimento de políticas de ação afirmativa e ao
compromisso com a luta contra a discriminação racial no País. Os coordenadores
do PPCOR receberam a distinção em Brasília, junto com a Reitora da
Universidade, Professora Nilcéa Freire.
De tal forma, os esforços da primeira etapa
do Programa estiveram concentrados no fortalecimento dos projetos em curso, na
sua avaliação e monitoramento, bem como no estimulo ao desenvolvimento de novas
ações orientadas a diminuir os efeitos excludentes e segregacionistas que
operam por critérios sócio-raciais no acesso ao ensino superior. Também, neste
mesmo período, seus esforços concentraram-se na promoção de um projeto
específico para o primeiro grupo de alunos cotistas da UERJ, visando garantir
sua permanência efetiva e seu desenvolvimento acadêmico qualitativo – o Projeto
Espaços Afirmados.
Inaugurando um novo ciclo, o Programa
Políticas da Cor inicia sua segunda fase, posicionando-se como um ator central
no processo de institucionalização das ações afirmativas nas universidades
brasileiras. De tal forma, o Programa espera contribuir ativamente na promoção
das mudanças organizacionais necessárias para o fortalecimento e a ampliação
das oportunidades de acesso ao ensino superior daqueles que, por critérios
sociais e raciais, são discriminados do mesmo. De uma etapa centrada na
administração e avaliação de projetos financiados com o fundo do Concurso Cor
no Ensino Superior, espera-se transitar para um formato de Programa estruturado
como unidade promotora de conhecimentos e estratégias, propostas e modelos de
intervenção destinados à promoção de políticas de ação afirmativa que
contribuam a modificar o quadro de profundas desigualdades existentes nas
condiciones de acesso e de permanência no ensino universitário, especialmente
para os jovens e as jovens afro-brasileiros.
Nosso
objetivo:
- Constituir uma unidade
de formação, monitoramento, avaliação e desenvolvimento de novos conhecimentos,
estratégias e modalidades de gestão para a promoção das mudanças institucionais
necessárias para a implementação de políticas de ação afirmativa que contribuam
a modificar o quadro de profundas iniqüidades que caracteriza o acesso e a
permanência no ensino superior brasileiro.
A
duração da nova etapa do Programa está prevista em 30 (trinta) meses.
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