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Bastou
isso para que alguns plantonistas, feito aves de rapina, (verdadeiros abutres
esperando uma brecha para o ataque) usassem a
declaração da Ministra para criticar a idéia de promoção da igualdade
racial.
Não
se quer advogar para a pessoa envolvida, mas causa espécie o fato de que os
pseudodefensores da igualdade, críticos à declaração feita, não tenham
publicado nenhuma nota em solidariedade ao dia 21 de março - instituído pela
ONU como Dia Internacional de Lutas Contra a Discriminação Racial.
O
racismo se constitui como uma espécie de pilar ideológico na humanidade e os
efeitos legados pela discriminação corroboram de maneira irrefutável a
perpetuação da enorme desigualdade social existente.
O Brasil deve concentrar esforços no combate a todas as formas de discriminação
assumindo o compromisso de concretizar os princípios instituídos nos diversos
tratados e planos internacionais de direitos humanos que ratificou. Deve-se
buscar promover a consolidação do desenvolvimento social, da democracia, do
estado de direito e do respeito à autodeterminação dos povos.
Os países sul-americanos, em especial, possuem legados históricos de
discriminação estrutural que ainda permanecem enraizados nessas sociedades. O
combate qualitativo dessas práticas nefastas requer vontade política na
construção de medidas efetivas para erradicar a discriminação através de
políticas públicas que tenham em seu vértice a promoção de direitos.
Devemos superar a discriminação buscando maior visibilidade e participação
econômica, política, social e cultural dos povos tradicionalmente excluídos com
vistas a sua emancipação definitiva. Nesse sentido, ações para eliminar as
chagas opressoras impostas pelo colonialismo estão intimamente ligadas à
necessidade legítima de assegurar a reparação histórica devida aos grupos
marginalizados.
As políticas afirmativas se constituem, nesse contexto, como instrumentos
importantes para a promoção de direitos e efetividade da cidadania. São meios
que podem ajudar na luta contra a marginalização social, econômica e política.
Não se pode fazer uso indevido de declarações
e polêmicas para descontextualizar a questão de fundo: a promoção da
igualdade racial é questão de Estado, mais importante que qualquer ministério e
também não pode ficar refém das interpretações que se façam sobre as
declarações de quem quer que seja.
O compromisso no combate ao racismo e todas
as formas de discriminação é quem deve nos incitar para intensificarmos,
imediatamente, as lutas contra a opressão, pela democracia, igualdade de
direitos e dignidade humana.
Nesse
sentido, o PPCor reafirma o seu compromisso
com a luta contra a discriminação racial e o apoio às medidas que
fortaleçam a implementação de políticas de ação afirmativa na educação em geral
e nas universidades em particular.
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