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Apresentação
Na
primeira fase do PPCOR, boa parte dos projetos contemplados foram apresentados
por núcleos universitários. Eram, entretanto, projetos dentro de
instituições, e não projetos das instituições.
Estamos
agora diante do fortalecimento do debate, com o surgimento de ações afirmativas
na modalidade de cotas em diversas universidades públicas.
Apesar
de permitir um maior ingresso de estudantes negros e socialmente excluídos,
estas iniciativas não garantem sua permanência e nem a qualidade de sua inserção
nas universidades, especialmente, considerando a estrutura material e
intelectual de nossas universidades, ainda voltada para receber um público
branco e com condições econômicas capazes de arcar com custos que ela obriga de
forma direta ou indireta.
Esforços
de transformação das instituições tornam-se, portanto, cruciais.
Articulação institucional interna (para mobilização de potenciais que as
universidades dispõem), constituição de sistemas de acompanhamento, mudanças
curriculares, atividades de sensibilização da comunidade interna, etc., são
temas ainda não discutidos neste processo, mas são possibilidades de atuação
fundamentais para que as universidades se preparem para receber os novos
alunos.
Objetivos
Intervir na implementação das ações afirmativas nas universidades
públicas através da constituição de uma esfera de reflexão focalizada no
processo de transformação institucional necessário ao avanço das ações
afirmativas. Os focos de acompanhamento e intervenção são as universidades que
já estão implementando as ações afirmativas, bem como algumas que são
consideradas estratégicas neste processo.
Definir uma agenda de acompanhamento dos obstáculos
políticos-institucionais apresentados (dentro e fora do campo universitário) à
implementação de políticas afirmativas no ensino superior.
Redefinir a Rede PPCOR, congregando pesquisadores renomados e
engajados politicamente na democratização racial do ensino superior
brasileiro.
Criar um Fundo de Iniciativas destinado a financiar projetos
inovadores que, visando o fortalecimento institucional de ações afirmativas
duradouras nas universidades públicas brasileiras, consolide a intervenção
político-acadêmica dos atores que constituem a Rede.
Atividades
O PPCOR constitui a
base desta agenda, que foi compartilhada para discussão no âmbito da Rede, numa
primeira reunião realizada no mês de setembro de 2004. Os componentes
da Rede definiram, sob a
coordenação do PPCOR, uma divisão do trabalho, que será sempre referenciado a
esta coordenação. O PPCOR faz a mediação na troca de informações entre os
membros da rede, sempre que solicitado. A nova Rede PPCOR
reúne, além do PPCOR, dez (10) renomados/as pesquisadores/as, reconhecidos/as
nacionalmente pela sua intervenção no campo das relações raciais e ações
afirmativas na educação. Estes profissionais serão fundamentais na nova etapa, e
tem as seguintes atribuições:
- reunir-se duas vezes ao
ano, sob a organização e coordenação do PPCOR, que sediará tais encontros na
UERJ. O primeiro encontro ocorrerá no segundo semestre de 2004, e até o
encerramento desta fase serão realizados mais quatro reuniões ordinárias;
- dispor esforços
políticos e acadêmicos na proposição, implementação e acompanhamento de ações
afirmativas em suas universidades;
- Participar de uma
reflexão conjunta, no âmbito da Rede PPCOR, sobre a implementação das ações
afirmativas no ensino superior;
- Publicar artigos e
apresentar trabalhos na linha editorial do PPCOR (Livros e uma série de
papers “Estudos PPCOR”), como fruto das discussões em curso na
Rede;
- participar de oficinas
e sessões temáticas (cada membro em pelo menos uma ao ano) organizadas pelo
PPCOR em fóruns como os encontros da ANPED, ANPOCS, ABA, ABEP, Congresso de
Pesquisadores Negros, etc.
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Composição
da rede (II fase)
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Nome
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Instituição
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Formação
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Moisés
de Mello Santana
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UFAL
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Filósofo, doutor em
Educação pela PUC/SP. Professor Adjunto da UFAL, Diretor do NEAB/UFAL e
coordenador do projeto “Àfojúbá” (apoiado pelo PPCOR). Coordenador do grupo
que elaborou o Plano de Ações Afirmativas da UFAL, que instaurou as cotas na
universidade.
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José
Jorge de Carvalho
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UnB
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Antropólogo, doutor em
Antropologia pela Queen’s University of Belfast. Consultor do PPCOR e autor
da proposta de ações afirmativas que instaurou as cotas na UnB.
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Nilma
Lino Gomes
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UFMG
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Pedagoga, doutora em
Antropologia Social pela USP. Professora Adjunta da UFMG, coordenadora do projeto
“Ações afirmativas na UFMG” (apoiado pelo PPCOR) e autora do livro “A mulher
negra que vi de perto: o processo de construção da identidade racial de
professoras negras”, co-organizadora de “Experiências étnico-culturais para a
formação de professores” e “Antropologia e História – debate em região de
fronteiras”.
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Jocelio
Teles dos Santos
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UFBA
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Prof. Adjunto I do
Depto. De Antropologia da UFBA. Doutor em Antropologia Social, Coordenador do
curso “Temas sobre cultura e sociedade baiana”, Intensive Language Program of
the University of California, CEAO, 11/01 a 10/01/1999, Membro Suplente no
CDCN/Secretaria da Justiça-Ba , julho de 2001. Coordenação Pedagógica: Paula
Cristina da Silva Barreto, Professora Assistente do Departamento de Sociologia,
da Universidade Federal da Bahia desde 1994. Pesquisadora do Programa A Cor da
Bahia desde a sua fundação em 1992. |
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Wilson
Roberto de Mattos
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UNEB
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Historiador, doutor pela
PUC/SP. Professor Adjunto da UNEB, participa da Comissão de implementação das
cotas na universidade, e é membro do Conselho Nacional de Avaliação da
Educação Superior.
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Dora
Lúcia Bertúlio
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UFPR
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Advogada, doutora em
direito pela UFSC/Harvard. Chefe da Procuradoria Jurídica da UFPR, membro da
comissão que implantou as cotas na universidade e participou do comitê de
seleção do Concurso Cor no Ensino Superior do PPCOR.
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Joaze
Bernardino Costa
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UFG
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Sociólogo, mestre em
Sociologia pela UnB. Professor assistente da UFG, coordenador do projeto
“Passagem do Meio” (apoiado pelo PPCOR) e organizador do livro “Levando a Raça a Sério: ação afirmativa e universidade".
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Renato
Emerson dos Santos
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UERJ
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Coordenador do PPCOR
(LPP/UERJ) e da Rede.
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