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Convite
para a IIª Audiência
Pública: Saúde
da Mulher Negra
Diante do quadro de racismo e situação de extrema violência
e violação dos direitos à saúde das mulheres negras produzidos pelo Sistema
Único de Saúde - SUS no Estado do Rio de Janeiro, o Projeto Câmara Técnica Saúde da
Mulher Negra - CRIOLA convida a todas e todos para a IIª AUDIÊNCIA PÚBLICA SAÚDE DA MULHER NEGRA, presidida pelas Deputadas Estaduais Jurema Batista, Cida
Diogo e Inês Pandeló que será realizada no dia 24 de junho de 2003, na ALERJ
(Assembléia Lesgislativa/ RJ), Auditório Nelson Carneiro, às 14 horas, na Rua
1º de Março, s/nº, palácio Tiradentes, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro.
A mesa da
Audiência Pública terá a seguinte composição:
- Deputada
Estadual Jurema Batista/ PT (Comissão Permanente de Combate às
Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência
Nacional)
- Deputada
Estadual Cida Diogo/ PT ( Comissão
Permanente de Saúde)
- Deputada
Estadual Inês Pandeló/ PT ( Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da
Mulher)
- Jurema
Werneck (Coordenadora Geral de
CRIOLA e Secretária Executiva da Articulação de Organizações de Mulheres
Negras Brasileiras)
- Dra.
Kátia Maria Netto Ratto (Coordenadora
de Programas de Atendimento Integral à Saúde da Secretaria Municipal de
Saúde/ RJ)
- Dra.
Tizuko Shiraiwa (Gerente do Programa
de Assistência Integral à Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da
Secretaria de Estado de Saúde/ RJ e Presidente do Comitê Estadual de
Prevenção da Mortalidade Materna do Estado do Rio de Janeiro)
- Claudia
Bonan (Coordenadora da
RedeFeminista de Saúde / Regional – Rio)
- Professora
Maria do Carmo Leal (ENSP/
FIOCRUZ)
Informações que revelam o problema:
Dados
recentes apresentados pela pesquisa “Desigualdades raciais na Assistência
Pré-natal e ao Parto no Município do Rio de Janeiro – Brasil, 1999 – 2001”,
demonstram um cenário de profundas desigualdades no atendimento e assistência
às gestantes negras em maternidades municipais, estaduais e da rede privada
conveniadas com o SUS. Estes estudos foram elaborados pelas pesquisadoras Maria
do Carmo Leal e Silvana Granado Nogueira da Gama - ENSP/ FIOCRUZ, em parceria
com a Secretaria Municipal de Saúde.
O Comitê
Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna do Estado do Rio de Janeiro (no
dia 26 de maio de 2003, no I FÓRUM FLUMINENSE MATERNIDADE SEGURA E CIDADANIA),
apresentou dados demonstrando que 63 % das mulheres vitimadas pela morte
materna, são negras; além disso, entre as sete primeiras causas das mortes
estão as doenças e problemas de saúde de maior prevalência entre as mulheres
negras, tais como síndromes hipertensivas e circulatórias, HIV/ Aids, dentre
outras.
CRIOLA,CÂMARA TÉCNICA SAÚDE DA MULHER
NEGRA
Sônia Beatriz dos Santos
(Coordenadora do Programa de Saúde da Mulher
Negra) |