Programa Políticas da Cor na Educação Brasileira

 Boletim Número 04 | segunda-feira, 23 de junho de 2003

 

 

 

 

 

 

 


Convite para a IIª Audiência Pública: Saúde da Mulher Negra

Diante do quadro de racismo e situação de extrema violência e violação dos direitos à saúde das mulheres negras produzidos pelo Sistema Único de Saúde - SUS no Estado do Rio de Janeiro, o Projeto Câmara  Técnica Saúde da Mulher Negra - CRIOLA convida a todas e todos para a IIª AUDIÊNCIA PÚBLICA SAÚDE DA MULHER NEGRA, presidida pelas Deputadas Estaduais Jurema Batista, Cida Diogo e Inês Pandeló que será realizada no dia 24 de junho de 2003, na ALERJ (Assembléia Lesgislativa/ RJ), Auditório Nelson Carneiro, às 14 horas, na Rua 1º de Março, s/nº, palácio Tiradentes, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro.

A mesa da Audiência Pública terá a seguinte composição:

  • Deputada Estadual Jurema Batista/ PT (Comissão Permanente de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional)
  • Deputada Estadual Cida Diogo/ PT  ( Comissão Permanente de Saúde)
  • Deputada Estadual Inês Pandeló/ PT ( Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher)
  • Jurema Werneck (Coordenadora Geral de CRIOLA e Secretária Executiva da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras)
  • Dra. Kátia Maria Netto Ratto (Coordenadora de Programas de Atendimento Integral à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde/ RJ)
  • Dra. Tizuko Shiraiwa (Gerente do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da Secretaria de Estado de Saúde/ RJ e Presidente do Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna do Estado do Rio de Janeiro)
  • Claudia Bonan (Coordenadora da RedeFeminista de Saúde / Regional – Rio)
  • Professora Maria do Carmo Leal  (ENSP/ FIOCRUZ)

Informações que revelam o problema:

Dados recentes apresentados pela pesquisa “Desigualdades raciais na Assistência Pré-natal e ao Parto no Município do Rio de Janeiro – Brasil, 1999 – 2001”, demonstram um cenário de profundas desigualdades no atendimento e assistência às gestantes negras em maternidades municipais, estaduais e da rede privada conveniadas com o SUS. Estes estudos foram elaborados pelas pesquisadoras Maria do Carmo Leal e Silvana Granado Nogueira da Gama - ENSP/ FIOCRUZ, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

O Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna do Estado do Rio de Janeiro (no dia 26 de maio de 2003, no I FÓRUM FLUMINENSE MATERNIDADE SEGURA E CIDADANIA), apresentou dados demonstrando que 63 % das mulheres vitimadas pela morte materna, são negras; além disso, entre as sete primeiras causas das mortes estão as doenças e problemas de saúde de maior prevalência entre as mulheres negras, tais como síndromes hipertensivas e circulatórias, HIV/ Aids, dentre outras. 

CRIOLA,CÂMARA TÉCNICA SAÚDE DA MULHER NEGRA

Sônia Beatriz dos Santos

(Coordenadora do Programa de Saúde da Mulher Negra)
 
 

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