Uerj avalia
sistema de cotas para negros e alunos da rede
pública
RIO - O sistema de cotas para alunos de
escolas públicas e candidatos autodeclarados
negros/pardos aplicado no vestibular deste ano
na Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(Uerj) será analisado e passará por uma
avaliação criteriosa que poderá ser aprofundada
a partir de março. A informação foi divulgada,
hoje, pela reitora da universidade, Nilcéa
Freire.
Apesar do novo sistema estar causando
polêmica, Nilcéa Freire, explicou que somente
após o levantamento, a universidade poderá
sugerir aperfeiçoamentos e modificações, caso se
chegue à conclusão de que estas são necessárias.
Ainda segundo ela, na matrícula deste ano o
critério de autodeclaração será mantido.
O vestibular 2003 da Uerj, primeira
universidade no Brasil a implementar reserva de
vagas para alunos de escolas públicas e
candidatos autodeclarados negros/pardos, foi
criado por meio de leis de autoria do
ex-governador Anthony Garotinho e da Assembléia
Legislativa do Rio de Janeiro. Informações
divulgadas pela Agência Brasil.
A reitora informou ainda, que o Programa de
Apoio Acadêmico, que será implantado este ano, e
que tem como objetivo apoiar os estudantes cujas
famílias têm renda inferior a cinco salários
mínimos e aqueles que apresentam dificuldade em
acompanharem os cursos, também estará sendo
avaliado. “Nossa estimativa após a matrícula é
de que 1.500 alunos deverão ser apoiados pelo
programa”, disse, acrescentando que “todos os
alunos que sentirem necessidade de apoio
acadêmico, vindos ou não de escola pública,
poderão se inscrever no programa”.